Em 1892, com nomes oficiais, só existiam as Ruas Duque de Caxias, Nazareth, Comendador Francisco Ferreira, Visconde do Rio Branco, Guarda Mor Furtado, D. Isabel, Cel. José Dutra, Cônego Reis, Barão de São João, as praças Saldanha Marinho, da Inconfidência e 13 de Maio, e talvez algumas poucas mais.
Por que se haveria de dar o nome de Duque de Caxias a uma de nossas artérias? Talvez a razão seja a que exporemos.
Sabe-se bem que no tempo do Império duas facções políticas se digladiavam nestas plagas, como em todo Minas Gerais. O Partido Conservador e o Partido Liberal, que disputavam continuamente a posse do poder.
Quando Teófilo Otoni desfraldou a bandeira da Revolução de 1842, a Câmara são-joanense já se havia cindido e uma parte dela aderiu ao movimento sedicioso, incorporando-se aos rebeldes.
Muitos são-joanenses, entre eles figuras de proa, destacadamente o Coronel José Dutra, seguiram para o campo de luta.
O movimento rebelde, no entanto, culmina com o combate de Santa Luzia, em que as tropas comandadas pelo então Barão de Caxias impõem terrível derrota às forças revolucionárias mineiras. Regressam, depois, às suas cidades, os vencidos... No campo municipal, os ressaibos ficaram...
E um belo dia dão o nome de Duque de Caxias a uma de nossas vias públicas, o nome do bravo marechal que sufocou o levante em que tomaram parte, como rebeldes, muitos são-joanenses!
Em verdade o nome daquele velho Cabo de Guerra foi relegado a segundo plano, tornando-se a via pública mais conhecida pelo da indústria que ali ainda hoje existe: a de laticínios, a que sempre se chamou de Congeladora.
De qualquer modo, não deixou São João Nepomuceno de tributar suas homenagens a Luiz Alves de Lima, considerado “como um dos mais perfeitos cidadãos da humanidade e dos mais gloriosos cabos de guerra que já têm existido”.
Recordar-se a figura do Marechal e Duque de Caxias é reviver uma página por demais conhecida, principalmente para os moços, que, por dever patriótico, devem ter sempre vivos na memória os traços da vida daqueles que, aos cinco anos de idade, assentava praça no Exército, como cadete.
Já aos quinze anos Caxias matriculava-se na Academia Militar e aos 18 anos ingressava no oficialato do Exército no posto de Tenente.
E assim vai ele, numa ascensão gloriosa, galgando, um a um, todos os postos da hierarquia militar.
Concomitantemente recebe os títulos de Barão, Conde, Marquês e, finalmente, de Duque de Caxias.
Foi o Duque de Caxias, inquestionavelmente, a maior figura do Exército Nacional, que num justo preito, tomou-o como patrono, conservando, através dos anos, e seu nome como Bandeira.
"Há na força do passado a alegria e o consolo das ressurreições."
(Texto de autoria do Dr. José de Castro Azevedo, lido em Janeiro de 1965, nos microfones da ZYV-39).























Os comentários enviados somente serão publicados após aprovação de um moderador.
Os comentários postados aqui não refletem a opinião do Portal SJ Online e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizerem uso deste sistema.
Os responsáveis pelo Portal SJ Online reservam-se o direito de excluir comentários que julgarem inadequados.
Todos os IPs, dados e e-mails são gravados e podem ser fornecidos a reclamantes.
Seu e-mail não será publicado.
Comentários com e-mails falsos poderão ser excluídos sem aviso prévio.