PAM - Pronto Atendimento Médico (Socorro)
24-Set-2009
Quarta feira, 23 de setembro de 2009, 17:20h, devido a uma gripe muito forte, fui ao PAM para fazer uma nebulização, seguindo orientação médica.

Dirigi-me ao balcão, preenchi uma ficha e fiquei no aguardo de um enfermeiro preparar a solução para mim. De repente chega uma moça, muito vermelha e precisando ser atendida com urgência para verificar a pressão. O atendente sem se tocar, queria preencher a tal da ficha naquele momento. A moça pedia insistentemente, me atenda e depois preencha a ficha, o funcionário não entendia, acredite, nem o nome dela ele entendia, Numa atitude extrema ela desistiu e estava indo embora, eu a detive e a levei para dentro a fim de ser atendida, para minha surpresa o funcionário continuou querendo preencher a tal da ficha. Foi a gota d’água. Ela, mesmo tonta, foi para casa procurar outro tipo de ajuda. Fiquei paralisado com aquilo, não havia ninguém sendo atendido e nem assim ela conseguiu, e eu que também aguardava para fazer a nebulização e até aquele momento nada.
 
Precisava saber o que estava acontecendo, nada de médico, nada de enfermeiro, o local tranquilo,ventilador_3.jpg três pessoas para serem atendidas, duas já foram embora sem atendimento, e só restava eu. Alguma coisa estava errada, parti para o interrogatório com o atendente, e olha só o que estava acontecendo: o médico de plantão, Dr. Santos, não se encontrava no local (recebe para isso), os enfermeiros estavam tomando café (30 minutos de café e todos ao mesmo tempo), 30 minutos contados por mim, absurdo, como pode a equipe toda parar para tomar café? Isso é de propósito,  falta de inteligência ou total descaso com a saúde das pessoas? Assim não pode ficar.  A propósito, eu também fui embora sem atendimento.
 
Enfim, alguma coisa tem que ser feita. Com toda certeza está faltando chefia para por ordem no barraco, plantão é plantão, atendimento é atendimento. O PAM é público e todos têm que ser tratados com o devido respeito. Se o salário não for bom, é um direito pedir as contas e ir embora, mas se aceita o salário, tem que aceitar as obrigações também, inclusive alguns motoristas que mantém uma postura nada conveniente com o local, fazendo piadas em voz alta e muitas brincadeiras com os funcionários, comportamento inadequado para um local onde as pessoas estão doentes e na maioria das vezes deprimidas.
Vale lembrar que o PAM – Pronto Atendimento Médico, agora é dirigido pelo Hospital São João.

Às 18:10h telefonei para o Paraná, Provedor do Hospital,  para informar a ele o que se passava no local, e que eu iria divulgar o acontecido, ele tranquilamente disse que eu estaria ajudando. (Não entendi, afinal, lá tem chefe ou não?).

 

por Fernando Motta
 
 
 

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A Coluna ‘no ventilador’, de autoria de Fernando Motta, é um espaço para falar o que muitos gostariam, mas não têm oportunidade. Sempre baseada em fatos reais e públicos, tem como objetivo informar, denunciar e procurar soluções para problemas de um modo geral.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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