| Grandes Riffs, Grandes Músicas |
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| 21-Ago-2008 | ||||||||||||||||||||||
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Riff de guitarra é sequência de notas e/ou acordes que serve como base e determina o formato sonoro das canções. Às vezes é usado como ponto de identificação da música. Alguns músicos se especializaram na criação de rifs: Malcolm Young, Keith Richards e Slash. Todos eles estão aqui: “Grandes Riffs, grandes músicas”. Ouça no volume máximo.
Começo a fita com um mestre: Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. O velhinho criou riffs históricos em várias músicas, como Jumpin' Jack Flash, Brown Sugar, Start Me Up, (I Can't Get No) Satisfaction e muitas outras. A música escolhida para esta coleção foi Paint it Black. Esta música voltou a fazer sucesso por causa do game que é a febre do momento: Guitar Hero. Como não se render ao riff inicial de Highway To Hell? Um negócio áspero feito muralha de chapisco, duro feito pedra, bruto como diamante recém-descoberto. Impossível de resistir. O AC/DC não lança discos e sim coletâneas de riffs. Confira aqui este autêntico hino boca suja e sem vergonha. Walk This Way nasceu clássica. É o tipo de música que, mesmo manjada, você não consegue ficar parado. Como uma música assim poderia ter qualquer aspecto negativo? Simplesmente não tem! Então, sem mais comentários, com vocês: Aerosmith! Aqui eu poderia escolher Smoke on the water, Lazy, Stormbrinber.... Fiquei com Burn porque foi a primeira que escutei do Deep Purple. Se você não conhece esse riff (utilizado até em propaganda de automóvel), corra e compre o novo álbum do NX Zero. Coverdale, Blackmore e cia arrasaram nesse clássico. É impossível não reconhecer os clássicos riffs da guitarra de Mark Knopfler que são a marca registrada do Dire Straits, banda ícone dos anos 80. Nesta K7, gravei Sultans of Swing, música mais famosa da banda que poderia entrar também numa fita com os melhores solos de todos os tempos. Imperdível. Aqualung dá nome e abre o melhor álbum do Jethro Tull e um dos melhores na história do rock. Seus riffs da introdução se tornaram célebres e inesquecíveis como os riffs de Smoke on the water do Deep Purple e Satisfaction dos Rolling Stones. Aqualung fez do Jethro Tull um ícone do rock, o álbum popularizou a banda do Mr. Anderson em todo mundo. Ouça a música e compre o disco. Vale cada centavo! Uma banda que tinha tudo para encerrar a carreira após a saída de seu vocalista. Para a surpresa dos fãs, o novo vocalista juntamente com o LP de estréia, entrariam para a história. Bruce Dickinson é um dos melhores vocalistas da história do heavy metal. The Number of The Beast é a faixa título do disco de 1982 do Iron Maiden que gravo aqui. Impossível não sair pulando ao ouvir essa música. Eleita a melhor música do metal, Iron Man, com seu riff inesquecível, sua letra fantástica, resume o que É Black Sabbath. Ozzy esbanja vitalidade no vocal, Tony Iommi mostra do que se faz o verdadeiro rock. Pausa para os clássicos. Gravo uma seqüência de quatro músicas “novas”. Duas desse século e duas com menos de 25 anos. Começo com Seven Nation Army do White Stripes. Poucos rocks vão parar nas pistas de dança quase sem alteração. Muito menos um que só se vale de guitarra e bateria. O melhor riff dos anos 2000. A segunda música do século 21 é No One Knows do Queens of Stone Age. A conjugação entre a bateria maquinal de David Grohl, os riffs robóticos e desconcertantes de Josh Homme fazem dessa música um novo clássico. Confira você mesmo. Depois das recém-nascidas, passo para as que ainda não têm 25 anos. O The Cure atravessou uma década de glórias nos anos 80, emplacando hit atrás de hit (de Killing a arab a Pictures Of You) e concebendo uma série de álbuns fantásticos que entraram para a história da música pop. Boys Don’t Cry é uma faixa bônus de seu primeiro disco. Perfeita. Slash já cansou de repetir que foi por acaso, mas o riff introdutório de Sweet Child O’ Mine se tornou um dos mais famosos de todos os tempos. Mesclando peso com suavidade, a música é uma balada caracterizada pelo baixo muito bem construído por McKagan (com ênfase na introdução da canção), vocais harmônicos de Rose, a base sempre certeira de Stradlin e três lendários solos de Slash. Guns N’ Roses encerra nossa lista adolescente. Se um dia a raça humana conseguir se encontrar com seres extraterrestres e, por algum motivo, precisar explicar o que é um riff de guitarra, essa é a aquela que a gente vai ter que tocar pra eles: Whole lotta love com Led Zeppelin. Esse guitarrista constrói obras-primas com seus solos e bases únicas. Com um feeling acima da média, David Gilmour criou os solos mais belos de sua época. Mesmo tendo no currículo o Dark Side Of The Moon, foi no The Wall que ele se superou, apesar de apenas tocar as músicas que foram compostas, em sua maioria, por Roger Waters. Retiro Hey You desse clássico do progressivo só para mostrar que riff nem sempre vem de hard rock. Grande Pink Floyd! Em 1976 o Kiss lança aquele que seria o melhor disco de sua carreira: Destroyer. Gravei a música de abertura desse disco, Detroit Rock City. Um riff de guitarra desconcertante, Gene Simmons tocando um baixo inspiradíssimo e ainda guitarras em dobro (expediente que, alguns anos depois, seria largamente usado pelo Iron Maiden) são a base para esse clássico dos Secos e Molhados do Norte.
A música de encerramento da fita foi feita para uma garota chamada Pattie. Uma mera desconhecida que virou Sra. Harrison e, depois da música, Sra. Clapton. Com vocês: Derek and The Dominos em Layla. Clap, Clap, Clap, Clapton!!!!!
Ricardo Eurico
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