| Emmerson lança novo disco e já é sucesso de vendas da Sony-BMG |
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| 25-Jun-2008 | ||||
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Depois de mais de 1,2 milhão de discos vendidos, uma coisa é certa: ninguém faz uma versão acústica como Emmerson Nogueira. Um dos maiores fenômenos da indústria fonográfica brasileira na década, esse mineiro de São João Nepomuceno firmou uma assinatura, reconhecível em qualquer uma das recriações de hits do pop internacional que vem fazendo desde 2001. Nos últimos anos, não foram poucos os que se deixaram pegar de surpresa pela audição de "Kayleigh" (Marillion), "Forever Young" (Alphaville) ou de "Give a Little Bit" (Supertramp) para depois perguntar: quem é esse cara que está fazendo isso? Agora, para a felicidade de quem o conhece - e a surpresa de quem não o conhecia (ou achava que conhecia) -, Emmerson vem com Dreamer, seu oitavo álbum e um passo adiante numa carreira que sempre driblou toda obviedade que apareceu pelo caminho.
Da seara do novo rei da surf music, Jack Johnson, vêm dois dos destaques de Dreamer. O belo folk "Spectrum" é uma composição de Zach Gill, tecladista da banda de Jack, feita para a sua banda, o Animal Liberation Orchestra (ALO). Já a zeppeliniana e jazzy "Let It Go" é de um velho brother e parceiro de ondas do cantor americano, Donavon Frankenheiter. Lá, do mesmo departamento musical-surfístico, Emmerson ainda catou a delicada "Better Way", uma pérola perdida do disco Both Sides of The Gun (2006), do mano Ben Harper. Mas as surpresas do disco estão só começando. Uma das coletâneas de lounge music levou o cantor mineiro até a Austrália, onde ele pescou a faixa que abre o disco: "Daniel", uma composição do cantor Lior. Do mesmo país vem outra das músicas de Dreamer: "Smile", de Pete Murray, aqui recriada com teclados Hammond e caprichados vocais. Um outro disco, da grife Ministry of Sound, conduziu Emmerson até a Suécia, onde ele fisgou a doce "Heartbeats", uma composição da dupla de música eletrônica The Knife transformada em sucesso na voz e no violão do conterrâneo (apesar de o nome não parecer) José González. De carona em carona, o brasileiro acabou voltando aos Estados Unidos, onde esbarrou no artesão pop Ben Folds e na canção "Jesusland", do disco Songs For Silverman, de 2005. Nela, Emmerson respeitou a concepção original, deixando o piano conduzir a história. Com perícia, o mineiro ainda conseguiu encaixar algumas músicas conhecidas em seu disco, sem afetar a estética geral. Caso de "No Rain", hit solitário, de 1992, do grupo Blind Melon - e quem imaginava que havia um blues escondido ali? Só mesmo Emmerson, que fez uma recriação em estilo boogie woogie, com bela intervenção de gaita de Luciano Baptista. O pop-soul do novo astro inglês James Morrison ressurge na versão de "You Give Me Something", faixa do disco Undiscovered, de 2007. E outra canção recente que caiu como uma luva para Dreamer foi "Virginia Moon", uma das faixas que o grupo americano Foo Fighters gravou na porção acústica do disco In Your Honour, de 2005 - num inusitado dueto vocal de Dave Grohl e a musa do jazz Norah Jones. Essa é a hora da banda de Emmerson brilhar - Vanessa Farias e Carol Marques nos vocais, Felipe Grillo no piano, Marcos Falcão na guitarra, Fabinho Ferreira no baixo fretless e Zé Mário na bateria. Ouça só. E alguém há de perguntar: por que foi que, no meio de tantas músicas legais, o Emmerson foi forçar a barra para incluir uma composição sua? Que nada! Escute bem e veja como a instrumental "La Viola" fecha bem o disco: apenas viola caipira (uma das novas paixões do músico), piano e os grilos - sim, grilos de verdade, captados na tranqüilidade interiorana de São João Nepomuceno, onde o cantor montou seu estúdio Versão Acústica - inaugurado, aliás, com a gravação de Dreamer. Então? Preparado para conhecer um novo Emmerson Nogueira? Pois pode ficar tranqüilo, que esse não fica nada a dever ao velho Emmerson - ele apenas encontrou a sua turma para um papo na esquina e vem aí com umas novidades que você vai gostar de ouvir. por Silvio Essinger, junho de 2008
Agenda de Emmerson NogueiraShows já confirmados até dezembro/2008 28 jun 2008 Taubaté, São Paulo - 04 jul 2008 Porto Alegre, Rio Grande do Sul 05 jul 2008 Lajeado, Rio Grande do Sul 08 jul 2008 Guaratinguetá, São Paulo 11 jul 2008 Itaipava, Rio de Janeiro
14 jul 2008 Evento Corporativo São Paulo 26 jul 2008 Festival de Inverno de Domingos Martins, Espírito Santo 27 jul 2008 Festival de Inverno de Congonhas - Minas Gerais 09 ago 2008 Sorocaba, São Paulo 20 ago 2008 Evento Corporativo SAO PAULO 22 ago 2008 Festa do Peão de Barretos Barretos - Festa do Peão, São Paulo 06 set 2008 Divinópolis, Minas Gerais 10 set 2008 Joinville, Santa Catarina 12 set 2008 Criciúma, Santa Catarina
27 set 2008 CITIBANK HALL RJ Rio de Janeiro 04 out 2008 Evento Corporativo Recife, Pernambuco 10 out 2008 Marília, São Paulo 11 out 2008 Ribeirão Preto, São Paulo - 25 out 2008 CiTIBANK HALL - SP São Paulo
26 out 2008 CiTIBANK HALL - SP São Paulo 05 dez 2008 Araraquara, São Paulo 06 dez 2008 São Carlos, São Paulo
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Com a mesma voz encorpada e o mesmo violão de sotaque folk com o qual se acostumou a extrair novos sabores de guloseimas radiofônicas bem conhecidas, o artista agora traça novos rumos. E mais: munido da mesma confiança com que embarcou nos três volumes do Versão Acústica, nos dois discos ao vivo e nos álbuns dedicados ao Clube da Esquina (Milton, Minas e Mais) e aos Beatles. Por um lado, o título Dreamer faz alusão à canção de mesmo nome, que esse fissurado por Supertramp escolheu para reler no novo trabalho - e quem se dispuser a cotejá-la com a original, do LP Crime of The Century, de 1974, vai encontrar uma música totalmente diferente, com violões, guitarra lap steel, novas harmonias vocais, piano elétrico e toda uma sonoridade orgânica que é a cara dos anos 00. Sim, porque Emmerson Nogueira não perde tempo com saudosismos - ele é um artista do seu tempo e faz questão de estar junto daqueles nomes com quem tem afinidade estética. Sendo assim, Dreamer pode ser descrito como o disco de quem sonhava em ver a sua geração musical, o seu hit parade pessoal, representado em seu trabalho e também nos bailes da vida - que por sinal ele nunca deixou de percorrer, com a maior satisfação. Sempre ligado na internet e nos discos-coletânea da moderna lounge music, Emmerson foi selecionando faixas de artistas da nova década que bem poderiam caber em seus discos - canções com melodias bonitas e boas letras, de uma gente fina, elegante e sincera, que se amarra num violão suave e numa gravação despojada, sem reverbs.














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