| O que toda mulher inteligente deve saber - Por Clarissa Corrêa |
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| 07-Ago-2008 | |||||
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A auto-ajuda é uma leitura de fácil entendimento e esquecimento?
Em primeiro lugar: livre-se de preconceitos e pré-conceitos. Esqueça o que lhe falaram, apague da memória qualquer adjetivo negativo referente à categoria que mais lota as prateleiras das pequenas, médias e grandes livrarias. Toda a leitura seria uma auto-ajuda? Se formos pensar no que um livro lhe proporciona, sim, é. A leitura expande os horizontes, lhe faz embarcar em universos distintos, doces, amargos, picantes, mornos. Todos os universos entrelaçados, embaraçados, costurados. Cabe ao leitor ir desenredando os nós e formando opiniões-sólidas ou não - acerca do que lê.
Podemos dizer as coisas de uma forma complicada ou de uma maneira simples. Tem gente que gosta de complicar, outros de simplificar. Escritores de auto-ajuda simplificam, pois querem que o leitor de final de semana, o de revista de salão de beleza, o de Joyce, o de Lya Luft compreendam o que ele quer dizer, o que deseja transmitir. Só esquecemos o que não tem importância, logo, o que fica na memória e o que usamos no dia a dia são a soma do que nos é importante e vital. Se você ler “O que toda mulher inteligente deve saber” e o conteúdo for tremendamente importante para você, vai ficar registrado no seu banco de dados. Se você achar besteira, delete a informação. "Se ele não faz você se sentir bem consigo mesma, ele não serve para você" A frase acima foi tirada do livro. Nada de novo, todo mundo sabe que o importante é estar bem consigo mesmo – seja você homem ou mulher. Se você se gosta, as coisas fluem. Você se arruma mais, sorri mais, se torna mais atraente. A alegria atrai, o amargor repele. É fato, experimente: saia na rua com a cara fechada e no outro dia saia sorrindo. Observe os sinais que você emite e os que as pessoas devolvem para você.
"A única pessoa com quem você é totalmente compatível é você mesma" As pessoas são diferentes, nem sempre compreendemos o que existe por trás dessa frase. Se realmente aceitássemos que o outro é diferente de nós diversos atritos seriam certamente evitados.
"As mulheres inteligentes sabem que ...se você quer labaredas todas as noites, entre para o corpo de bombeiros" O livro está repleto de frases engraçadas, possui alguns mandamentos e alta dose de humor. São 155 páginas cheias de humor refinado e verdades que, levadas pela paixão, insistimos em não enxergar. Em alguns trechos o livro parece possuir braços, que lhe sacodem e dizem “presta atenção no que digo, mulher”. A gente presta se quiser... "Tranqüilo, aconchegante, monótono e corriqueiro são componentes de uma vida normal e de um relacionamento normal. Esses são os tipos de adjetivos que uma mulher inteligente deseja na vida" "Aterrorizante, angustiante, traumático, desconcertante, irreconciliável, horrendo e obsessivo são palavras que podem estar na capa de um romance que você leva pra praia. Uma mulher inteligente não quer que adjetivos como esses sejam utilizados na descrição da sua própria vida" O livro deixa em evidência a importância da auto-estima feminina. Uma boa auto-estima, ser forte, gostar de si mesma, ter convicção do que quer e pretende, saber dosar razão/emoção são os principais temas que Steven Carter e Julia Sokol abordam.
"As mulheres inteligentes sabem que... “O que toda mulher inteligente deve saber” reconhece que acertar sempre é difícil, mas o importante mesmo é seguir tentando. Uma hora deve dar certo... O que toda mulher inteligente deve saberEditora Sextante 1ª edição, 2006, 160 pág. Valor aproximado: R$ 20,00 http://www.esextante.com.br/default.asp
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Duvido que leitores elitizados comprem ou leiam esse tipo de livro. Leitores elitizados não perdem tempo com “baboseiras”. Leitores elitizados lêem James Joyce. Tudo bem, cada um deve ler o que acha mais coerente e interessante para si, mas acho que as pessoas precisam ter a cabeça aberta, tentar jogar no lixinho que fica embaixo da mesa aqueles velhos conceitos. Afinal, quem disse que a auto-ajuda é mais pobre? A linguagem utilizada não apresenta maiores surpresas, eu concordo. É pra ser uma leitura leve, acessível aos diversos tipos de leitores. Tem gente que só lê nas férias, outros lêem em consultórios de dentista, alguns lêem tudo que cai nas mãos. Minha avó, por exemplo, lê de tudo, pois ela lê pelo simples prazer que a leitura traz. Um intelectual não entenderia isso, jamais. Eles não gostam de utilizar o tempo com o que não trará algo em troca. Entra aqui a minha teoria: qualquer leitura traz algo em troca. Até mesmo a leitura da Caras. A auto-ajuda é uma leitura de fácil entendimento e esquecimento? Eu digo que depende. Por quê? Você verá.














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