| Rua Nossa Senhora das Graças |
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| 25-Jul-2006 | ||||
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egundo as observações dele, dita invocação é acentuada no Norte e centro de nosso Estado e sobre a origem dela foi buscar no "Santuário Mariano" de frei Agostinho de Santa Maria, a explicação. "No ano de 1.362 em o reinado del-Rei Dom Pedro I, de Portugal, ou alguns anos antes deste, segundo se colige de alguns autores, lançaram certos pescadores da Vila de Cascais, (situada cinco léguas de Lisboa rio abaixo, para a parte do Ocidente) suas redes ao mar, em a Vigília da Assunção de Nossa Senhora, com animo de lhe oferecer tudo o que recolhessem naquele lanço, e como em outros que haviam feito antes tiveram grande quantidade de pescado, pareceu-lhes que seria aquele lanço mais copioso, pela devoção e piedade com que o haviam oferecido à Virgem Nossa Senhora. Foram também afortunados em o lanço, que ao levantar das redes as acharam não só cheias de toda variedade de peixes, mas presa pela parte de fora em uma malha, uma formosa imagem daquela Senhora a quem haviam oferecido misteriosamente o lanço. Admirados desse prodígio, os pescadores e muito mais de que a santa imagem estivesse sem lesão alguma de agitação das ondas, sendo a imagem de escultura estofada, antes a viam tão fresca no encarnado do rosto e colorido das roupas, que se não via nela a mais leve mácula nem corrupção com que a umidade das águas costuma desanimar a graça e a viveza das pinturas".
E mais adiante: "E atribuindo este benefício a particular mercê e graça da Senhora, não sem superior destino a começaram a invocar com o título de Santa Maria da Graça. Tanto que se divulgou este sucesso, concorreu a gente do contorno a ver e adorar a sacratíssima imagem de Senhora e discorrendo se seria mais conveniente levantar-lhe altar naquele sítio, ou levarem-na a algum templo circunvizinho e quem fosse dignamente venerada. Resolveu a sua perplexidade a voz de uma menina de peito que a mulher de um pescador trazia nos braços dizendo:- Esta Senhora a quer a levem ao mosteiro dos seus frades. Cheios de alvoroço, os pescadores, com a voz daquela menina cujo dito tiveram por celestial oráculo, em o seguinte dia, que foi o de sua gloriosa Assunção... tomaram o caminho de Lisboa e atravessando a cidade pelo meio, não pararam senão em o Convento de Santo Agostinho". Sobre a origem do mesmo culto em Minas, relata-nos aquele eminente mineiro, buscando subsídios em Pe. Simão de Vasconcelos que: "tendo naufragado na costa da Bahia uma náu castelhana, estavam os seus tripulantes em perigo de morrer, quando foi em seu socorro Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Na ocasião do naufrágio, houve um caso digno de história, porque voltando Diogo Álvares Caramuru, de socorrer os castelhanos, se foi a ele sua mulher Catarina Alvares Paraguassú e lhe pediu, com instancias grandes, que tornasse a buscar-lhe uma mulher que viera na náu e estava entre os índios, porque lhe parecia em visão e lhe dizia que a mandasse vir para junto de si e lhe fizesse uma casa. Tornou o marido e não achando mulher alguma entre os índios em todas as aldeias, não se aquietou a devota Catarina Álvares , e instava que naquelas aldeias a tinham, porque não cessavam as visões que a certificavam. Feita a segunda e terceira diligência se veio a dar com a imagem da Virgem Nossa Senhora, que um índio recolhera da praia e tinha lançado ao canto de uma casa. Foi-lhe apresentada e abraçando-se com ela, disse que era aquela mulher que lhe aparecia..... e foi honrada com o título de Nossa Senhora da Graça". Entre nós, poderíamos afirmar que a devoção se acentuou com as peregrinações que se faziam em Urucânia, em outubro de 1947, onde a figura respeitável de Pe. Pinto reclamava maior devoção à Mãe de Deus, medianeira de todas as graças. O papel que o são-joanense representou naquela ocasião constitui um capítulo à parte. Desde então, mais arraigados se tornaram, entre nós os sentimentos religiosos e a invocação a Nossa Senhora das Graças se acentuou. O então vereador Doutor Geraldo Henriques Cruz, fazendo-se intérprete dos sentimentos de religiosidade de nossa gente, em sessão de 8 de junho de 1948, propôs se ligasse o nome de Nossa Senhora das Graças a uma de nossas ruas. Pela Resolução n º 7, de 16 do mesmo mês e ano, se denominou de Nossa Senhora das Graças a rua existente nesta cidade em frente ao Cemitério e que vai até a ponte sobre o ribeirão São João. Nota: (Texto de autoria de Dr. José de Castro Azevedo ( Lido em 12/09/1964, às 18:25, nos microfones da ZYV-39)
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