| Mineiros confiantes, democráticos e criativos |
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| 08-Abr-2006 | ||||
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Por essa razão, estamos relendo a obra do jornalista Cláudio Bojunga, “JK O artista do impossível” (Editora Objetiva, 2001, 800 pgs.), relatando a sua vida, desde seus antepassados quando chegaram a Diamantina, séc. XIX, até bem depois do desastre rodoviário que o tirou do nosso convívio; aponta com maestria e baseado em documentos, depoimentos e fatos expressivos o homem, o médico, o militar e o político. É um trabalho definitivo sobre o presidente. Lançado também “Bela Noite para Voar – Um folhetim estrelado por JK”, da lavra de Pedro Régis Moreira, mineiro de BH. 60 anos, festejado jornalista. Evidencia a fase presidencial de JK, um trabalhador extremado, mas que não esquecia a vaidade, a simpatia e seu largo sorriso, sua admiração pelas aeronaves; relembra a Revolta do Galeão, em 1956, “com oficiais detratores e golpistas, mas também românticos...” e tudo acabou em anistia geral. As viagens aéreas pelo Viscount presidencial, o Bonanza, teco-tecos e C 47 aos sertões do interior para examinar as obras da criação de Brasília.(Editora Relume, 2006). Também boa leitura “Brasília Kubitschek de Oliveira”, Editora Record, 2006, composto por Ronaldo Costa Couto, com doutorado pela Universidade da Sorbonne, jornalista, pesquisador, historiador, político, Ministro do Trabalho em 1988, do Interior, no governo Sarney, Secretário de Planejamento do Rio de Janeiro, no governo de Faria Lima, e do Planejamento, em Minas, gestão de Tancredo Neves. O livro nos fala do sonho, o planejamento e a execução de Brasília; descreve os trabalhos e há os testemunhos prestados por Niemeyer, Lúcio Costa, Israel Pinheiro, Burle Max e candangos, a infalível mão de obra empregada naquelas terras. Como nos fala Luciana Villas Boas “Nonô da mestre Julia, mineirinho ladino, intuitivo, guerreiro e feliz sacudiu, mudou e empurrou o Brasil a força para o futuro.” Há outros mineiros também que sobressaíram neste meio século, inteligentes, inspirados, com talentos e que aqui homenageamos: Betinho, Henfyl, Carlos Drumond de Andrade, Zuenir Ventura, Pedro Naca, dentre tantos e muitos outros, que só enobreceram o Estado de Minas Gerais.Recordemo-nos deles e que tantos outros surjam no rincão mineiro no campo da pesquisa, da literatura, da poesia, do ensino e, mormente, na política, enterrando em definitivo a memória daqueles que agora só nos tornam desencantados e desconfiados com posturas sem composturas.
Colaboração: Túlio José Bambino
Túlio é Advogado e Contador Sanjoanense, atualmente mora no Rio de Janeiro
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